Método Canguru: um jeito humano de cuidar de bebês prematuros
Humanidade

Os gêmeos prematuros dormem quietinhos, mas por trás dessa foto existe algo muito mais lindo…

Na foto que tem circulado pelas redes sociais e emocionado milhares de pessoas, um homem segura um bebê prematuro em seu peito e um menino copia o gesto do pai, segurando o outro irmãozinho prematuro.

O gesto de pai e filho é uma prática chamada de contato “pele a pele” para ajudar na recuperação de bebês prematuros.

Por isso que a foto se tornou duas vezes mais comovente.

Esta imagem foi primeiramente compartilhada em um post no Facebook pela ONG  dinamarquesa Forældre og Fødsel em maio de 2015, obtendo mais de 10 mil compartilhamentos.

Esta foto faz parte da pesquisa do professor Awe Ewald na Suécia.

Depois de ser traduzido para o inglês pela organização sul-africana Nino Birth (Neurociência para Resultados Neonatais Melhorados) e compartilhada no Facebook em maio de 2016, o post passou dos 23 mil compartilhamentos.

Contato “pele a pele”

Essa é uma prática que vem sendo realizada em Uppsala, na Suécia, em que crianças que nascem com 700 g recebem o contato pele a pele do peito de seus pais em vez de ficarem apenas na incubadora.

Bebê na incubadora.

Crédito: Praisaeng em FreeDigitalPhotos.net

Segundo a publicação traduzida, o professor sueco Uwe Ewald, foi ao Hospital Hvidovre na Dinamarca para falar sobre esta prática, na qual os pequenos bebês prematuros são retirados da incubadora para ser embalados por seus pais com o contato pele a pele o máximo possível.

Crédito: kijanionline.com

“Uwe Ewald aponta que o peito dos pais regula a temperatura melhor do que a incubadora. Contato pele a pele ajuda o bebê a respirar melhor.”

“A criança se torna mais calma e ganha peso rapidamente. A pesquisa mostra que a flora bacteriana dos pais, comparada com a bactéria do hospital, reduz o risco de infecções sérias em crianças delicadas.”

Crédito: wholeparentingfamily.com

Quando o professor esteve no Hospital Hvidovre, na Dinamarca, no dia 29 de maio de 2015 para falar sobre seus estudos com essa prática que vem realizando na Suécia, compareceram 100 médicos, enfermeiras e outros profissionais para ouvi-lo.

“Método Canguru”

Essa prática também pode ser chamada de método Canguru, como no Brasil. De acordo com artigo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicado pela EBC, esse método é uma atenção humanizada ao recém nascido de baixo peso.

Crédito: woolworthsbabyandtoddlerclub.com.au

O recém-nascido prematuro fica em contato pele a pele, na posição vertical, com os pais ou outros familiares. Mas esse contato acontece de forma gradativa:

“Inicialmente os pais tocam seu filho, para depois colocá-lo na posição canguru. Este contato do recém-nascido com os seus pais inicia de forma precoce e crescente, por livre escolha da família, pelo tempo que os pais se sentirem confortáveis.”

Crédito: skintoskinbenefits.com

O método Canguru ocorre em três etapas:

  1. Começa mesmo antes do nascimento, quando a gestação é de alto risco e depois, na internação do bebê prematuro. Os pais recebem todas as informações necessárias sobre os cuidados com o filho e são estimulados a participarem de todas as atividades na Unidade Neonatal.
  2. O bebê permanece de maneira contínua com sua mãe e a posição canguru deve ser realizada o maior tempo possível. A mãe participa ativamente dos cuidados do prematuro, e deve estar apta para colocar o bebê na posição canguru.
  3. Os pais podem levar a criança para casa com acompanhamento médico continuado no ambulatório e/ou em casa até atingir o peso de 2.500 g.

Crédito: nuroobaby.com

Entre os critérios para a mãe e o bebê chegarem a terceira etapa, está:

  • A mãe e a família devem assumir o compromisso de realizar a posição canguru pelo maior tempo possível;
  • O peso mínimo de 1.600 g;
  • Acompanhamento ambulatorial deve ser assegurado até o peso de 2.500 g;
  • O atendimento na unidade hospitalar de origem deve ser garantido até a alta da terceira etapa.

E não é preciso dizer que os benefícios são enormes, como informa a SBP: diminui o tempo de separação entre mãe filho, estimula o aleitamento materno, reduz o estresse e a dor do recém-nascido prematuro.

Crédito: Naturally Parenting Twins

“Favorece a estimulação sensorial adequada do recém-nascido, proporciona um melhor relacionamento da família com a equipe de saúde e possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado com seu filho.”

Com tanto amor e carinho envolvido, os bebês prematuros ou de baixo peso se recuperam mais rápido e é muito acertado deixar que os pais participem integralmente desse processo.

De acordo com o Portal Brasil do governo federal, cerca de 160 maternidades vinculadas ao SUS utilizam o Método Canguru.

Aposto que você está se sentindo muito “ouwwwwwwwnnn” agora.

Belo trabalho, não é mesmo? Nada melhor do que o carinho do contato para cuidar das nossas crianças.

Fontes: historiascomvalor.com, ebc.com.br, brasil.gov.br.

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