Juiz gaúcho toca em banda com jovens condenados por ele mesmo. Entenda o motivo e surpreenda-se
Humanidade

Juiz gaúcho toca em banda com jovens condenados por ele mesmo. Entenda o motivo e surpreenda-se

Mais do que ser uma simples distração para os jovens que ficam muito tempo ociosos, o projeto tem uma função social.

Julgar e sentenciar jovens que cometeram os mais diversos crimes, esse é o trabalho do juiz Dalmir Franklin de Oliveira Júnior.

Ele atua na Vara da Infância e da Juventude em Passo Fundo no Rio Grande do Sul há oito anos.

Até aí nada de novo, essa é uma situação normal que ocorre em vários cantos do país.

Mas o trabalho do magistrado para recuperar jovens que infelizmente caíram na vida do crime vai muito além de emitir duras penas para serem cumpridas atrás das grades.

Você é músico ou toca algum instrumento? Se a resposta for sim, provavelmente, você gosta reunir os amigos para tirar um som. Mas e se você fosse fazer isso com alguém que você mandou para trás das grades e que te vê como um carrasco?

Pois é isso que o juiz Dalmir faz. Ele toca músicas com jovens que ele já julgou e condenou.

Você deve estar pensando: esse cara tem parafusos a menos. Mas a coisa não é bem assim.

Roqueiro e fã de Titãs e Engenheiros do Hawai, o magistrado criou há seis anos, o projeto Banda Liberdade, que oferece oficinas de música aos internos do Case (Centro de Atendimento Socioeducativo), que cumprem penas que foram determinadas por ele.

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O juiz garante que nunca teve problemas com nenhum dos meninos que fazem parte da banda. Segundo ele, há um respeito recíproco grande.

Mais do que ser uma simples distração para os jovens que ficam muito tempo ociosos, o projeto tem uma função social. Ensina a ter um senso importante de responsabilidade, pois na banda cada um tem uma função e para a coisa funcionar cada um tem que fazer a sua função.

Quanto ao set list, a maior parte das músicas que são tocadas são rock, mas Dalmir diz que também atende aos pedidos dos outros integrantes da banda e às vezes rola algumas canções sertanejas, que é ritmo preferido da meninada.

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Atualmente, dos cerca de 80 internos do Case, cerca de 25 participam das aulas de música. Mas para poder concorrer a uma vaga na banda, é preciso ter bom comportamento.

Infelizmente o projeto não conta com verba pública, até por isso para que ele se tornasse viável, o juiz doou os instrumentos e a comunidade e a Pastoral Carcerária ajudaram a montar as aulas teóricas e práticas sobre ritmo e harmonia.

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Diante dos resultados conseguidos até aqui, o juiz roqueiro diz que sonha com uma extensão do projeto fora do Case para que outros jovens possam ser ajudados.

Clique na imagem abaixo para assistir o vídeo:

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E você teria coragem de tirar um som ou formar uma banda com alguém que tem todos os motivos do mundo para te detestar?

Fonte: folha.uol.com.br.

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