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Seja bom para si mesmo: 10 maneiras poderosas de praticar o amor próprio

Maria estava se divertindo em um badalado bar de Nova York, quando alguém perguntou a ela:

“Então, o que você faz?”

Numa fração de segundos, seu lado divertido, feliz e brincalhão desapareceu para dar lugar a uma garota cheia de dúvidas e insegurança.

A verdade é que ela não tinha a menor ideia do que estava fazendo!

Quem nunca se sentiu pego de surpresa por uma pergunta como essa? Afinal de contas, você não é o título do seu emprego. Nem você, nem eu, nem a Maria precisamos provar o nosso mérito.

Por isso, depois desse dia, ela abandonou seu trabalho corporativo e saiu viajando para descobrir o que realmente queria da vida.

Maria, como muitos de nós, sempre teve muita confiança. Seu pai costumava lhe incentivá-la:

“Suba a parede e comprarei um sorvete.”

Então, ela nunca teve problemas em dizer “sim” dizendo sim aos desafios, como aceitar ofertas de emprego no exterior ou posições desafiadoras em projetos exigentes.

É claro que ela tem seus momentos de dúvida, mas, mesmo assim, sempre encontrava uma solução.

Até aquele momento no bar, ela tinha (inconscientemente, é claro) provado o seu valor através das suas “conquistas”.

Ela se via como alguém que se valorizava, independentemente do título do cargo, status de relacionamento ou condição da conta bancária.

Mas, quando deixou seu trabalho, ela percebeu que outras coisas externas simplesmente evaporaram, assim como o seu valor – ou pelo menos o que ela achava ser.

Em suma, ela estava confundindo autoconfiança com autoestima.

E qual é a grande diferença entre autoconfiança e autoestima?

Amor próprio

A autoconfiança é confiar em si mesmo e em suas habilidades.

Por exemplo, você pode ter confiança em uma área, como cozinhar ou se comunicar, mas ser insegura em outra, como dançar ou falar em público.

A autoestima, por outro lado, é sobre como você se vê. É sobre sua percepção do seu valor.

Não importa o que aconteça no exterior, você se trata com amor, cuidado e respeito.

É fácil enganar-se e pensar que você tem autoestima: se você faz alguma coisa bem feita, está tudo bem, certo?

Não necessariamente.

Se você depende das condições externas para se sentir valorizado, pode ser que algo esteja errado.

A identificação dessa circunstância tão subjetiva pode surgir de uma simples pergunta – como aconteceu com a Maria – ou de um sentimento de insatisfação que você talvez não esteja dando a devida atenção.

Por isso, o conselho dela é praticar o amor próprio.

Abaixo estão algumas das maneiras mais poderosas que ela decidiu colocar em prática:

Amor próprio

1. Concentre-se em ser alguém que ama

Se você está em um lugar hoje onde você não se ama, é difícil dar um salto quântico e se tornar uma pessoa de atitude.

Em vez de amar a si mesmo, concentre-se em ser alguém que ama.

Ou seja, permita que o amor flua através de você sempre que possível.

Concentre-se no que você ama nas pessoas que conhece.

Concentre-se no que você aprecia enquanto vai à loja, sentada(o) em uma reunião ou falando com alguém.

Simplesmente, ajuste seu corpo às emoções positivas, encontrando tantas coisas para amar e apreciar quanto possível.

2. Faça por você o que as pessoas que te amam fariam

É fácil ser amorosa(o) quando as coisas acontecem como planejado, quando conseguimos, quando estamos rodeadas(os) por pessoas como nós.

Mas quando as coisas se desmoronam, erramos ou somos rejeitadas(os), tendemos a sermos mais resistentes ao autoamor.

Nesses momentos, pergunte-se o que alguém que te ama profundamente faria.

O que diriam? O que fariam? Como se comportariam?

Muito provavelmente elas não criticariam, julgariam e repreenderiam você.

Em vez disso, ofereceriam bondade, compaixão e aceitação.

Se você não consegue pensar em uma pessoa ou memória específica, imagine o que o ser humano mais amoroso desse planeta faria por você.

Então, pratique isso em relação a si mesmo.

3. Pare de se comparar

A comparação é uma assassina do amor próprio.

Em vez de ficar tentando alcançar o que o outro alcançou, perceba que você escreve sua própria história.

Perceba que não pode comparar a sua vida com a de outra pessoa, não importa o quão bem a conhece, pois nunca saberemos como ela se sente ou como percebe sua própria vida.

Por isso, gaste seu tempo e energia para nutrir e construir seu próprio caminho.

4. Dê pequenos passos para criar a vida que deseja

Os desejos são poderosos.

Desse modo, agir para transformar esses sonhos em realidade é honrar e cuidar de si mesmo(a).

Ao praticar ações diárias, você se mostra digna(o) de viver a vida que deseja.

Não precisa ser uma grande ação – apenas passos pequenos e consistentes na direção que desperta alegria, cuidado e emoção.

Isso demonstra que você se importa e respeita seus sonhos e, portanto, você mesmo.

Leia:  Veja como aprender de forma 50% mais eficiente com a 'repetição espaçada'

Alguma vez houve um momento melhor para fazer isso do que agora?

5. Peça ajuda ao seu guia interno

Amor próprio

Imagine que suas emoções te orientam.

Quando você se sente bem consigo mesma(o), significa que o que pensa está alinhado com a forma como sua alma vê você.

Por outro lado, sentir-se mal consigo é uma bandeira vermelha dizendo que uma mudança de perspectiva é necessária.

Se você diz a si: “Eu sou [algo que você não gosta sobre você]”, como isso se sente? Provavelmente não é tão bom, certo?

Esse é um sinal para começar a ter um pensamento diferente. Tente substituir isso por algo mais gentil. Por exemplo: “Estou tão perdido e confuso” pode ser substituído por “Estou fazendo o melhor que posso para avançar”.

6. Envolva-se com pessoas com quem você se sente bem

Ahhh… isso é tão importante!

Já ouviu a famosa citação de Jim Rohn?

“Você é a média das cinco pessoas com quem passou mais tempo”

Pense em quem são essas essas pessoas atualmente. Elas te inspiram e querem o que é melhor para você?

Só porque você foi amigo não significa que você precisa continuar passando o tempo juntos.

Só porque você está “dando um tempo de alguém”, não significa que você não estará perto novamente.

Seja exigente sobre com quem você passa seu tempo – não seja o tábua de salvação de ninguém.

Esteja ali porque você quer, não por obrigação.

7. Seja compassivo quando a merd* atinge o ventilador

Escolha ser mais amoroso e indulgente consigo mesmo quando as coisas não saem como planejado.

Quando você tropeça e cai; quando você diz coisas erradas; quando alguém rejeita você ou um projeto falha.

Pergunte-se o que precisa e, em seguida, mergulhe nisso.

8. Dê espaço para hábitos saudáveis

Sim, sim!

Comece realmente a cuidar de si mesma(o), espelhando isso no que você come, como você se exercita e o que você passa.

Faça coisas, não para “fazer isso” ou porque você “precisa”, mas porque você se preocupa consigo mesma(o).

Não tem vontade de ir à academia? Então, talvez, coloque um podcast apaixonante e dê uma volta.

Crie hábitos que sejam saudáveis, não apenas mentalmente, mas também emocionalmente.

9. Adie a preocupação e os pensamentos negativos

Uma técnica muito poderosa que Maria descobriu recentemente foi viver um “mês sem preocupação”.

Pense em quanto de sua preocupação realmente lhe serve.

Claro, alguma preocupação tem um propósito, pois nos dá um pequeno impulso quando precisamos começar a agir.

Mas, ela acredita que 97% delas são inúteis.

Sempre que esses pensamentos entram em sua mente, diga-lhes:

“Obrigada(o), mas vou lidar com isso no próximo mês”.

Ao dizer a si mesmo que vai lidar com isso mais tarde, você para de alimentar pensamentos negativos e diminui seus impulsos.

Depois, basta repetir isso mês após mês.

10. Aceite o que você não pode amar

É fácil amar o que você ama sobre você mesma(o), mas o que você não gosta não é tão fácil assim, né?

Então, em vez de se esforçar para amar o que originalmente odeia, apenas aceite.

Uma coisa que Maria teve dificuldade em aceitar sobre si é que, às vezes, ela fica muito nervosa – sem nenhum motivo aparente.

Coisas simples, como ir ao supermercado, também podem ser muito difíceis.

Em vez de rejeitar ou tentar amar esse lado nervoso de si mesma, ela está tentando aceitá-lo.

Quando isso acontece, surge o pensamento:

“Está tudo bem, posso estar nervosa no supermercado hoje. Não é o fim do mundo.”

Você não precisa amar tudo sobre você para desenvolver o amor próprio; tudo o que você precisa é aceitação.

Da próxima vez que algo acontecer, e você se sentir deprimida(o), veja isso como uma oportunidade de aceitar o que é.

Cuide do mundo cuidando de si mesmo

Amor próprio

A vida está cheia de altos e baixos. A saúde pode se transformar em doença. Os sucessos podem se transformar em colapsos. O amor romântico pode ser transformado em frieza.

Mas, não importa o que aconteça no mundo externo, ainda podemos ter uma base sólida construída dentro de nós mesmos.

O amor próprio não é um luxo; é uma necessidade na sociedade de hoje!

Então, comece a implementar algumas das práticas acima e, principalmente, tenha compaixão consigo mesma(o). Como diz o ditado, é a prática que nos leva à perfeição.

Finalmente, perceba que, cuidando de si mesmo, você se importa com o mundo. Nossas ações internas têm efeito ressoante no mundo externo.

Este artigo é uma tradução do Awebic do texto originalmente publicado em Tiny Buddha escrito por Maria Stenvinkel.

Imagens: pexels.com e pixabay.com

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