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Como é estar apaixonado, de acordo com a ciência

Como você sabe que é amor?

A resposta pode mudar sua vida, desde como você interage com um(a) parceiro(a) atual (ou potencial), até em relação à forma como você se vê em relação aos objetivos que tem para o futuro.

Você acha que pode estar apaixonado(a)?

Descubra, levando em consideração estes sinais de amor e apego baseados nas pesquisas.

1. Você está viciado(a) nessa pessoa

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

O amor muda o cérebro.

Na fase inicial dos relacionamentos, essa euforia que as pessoas sentem aparece como uma atividade neuronal aumentada nas áreas ricas em dopamina, ligadas ao nosso sistema de recompensas.

Até a área do cérebro ligada ao pensamento obsessivo pode apresentar alguma atividade, já que a obsessão é uma experiência clássica vivida pelos apaixonados (Aron, Fisher, Mashek, Strong e Brown, 2005).

À medida que um relacionamento progride para uma parceria de longo prazo, pensar sobre o parceiro ativa os centros de recompensa, bem como as áreas cerebrais envolvidas com o apego, mas o pensamento se torna menos obsessivo (Acevedo, Aron, Fisher e Brown, 2011).

2. Você quer que seus amigos e familiares gostem dessa pessoa

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

Novas evidências mostram que muitas vezes as pessoas são motivadas a dar apoio a alguém que estão namorando (Patrick & Faw, 2014), o que condiz com a ideia de que o círculo social de uma pessoa desempenha um papel importante no sucesso de um relacionamento (Sprecher, 2011).

Importar-se com o que sua família e amigos pensam sobre seu(sua) parceiro(a) é um sinal de que você está se tornando cada vez mais ligado à pessoa.

Você comemora as vitórias desta pessoa (mesmo quando você mesmo falha).

3. Se você se apaixonou por alguém, provavelmente terá uma reação atípica ao vê-lo(a) se destacar em algo que você não faz

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

Já que os parceiros se sentem conectados e podem compartilhar suas realizações um com o outro.

Eles muitas vezes sentem orgulho e emoções positivas quando veem seu(sua) parceiro(a) ter sucesso, mesmo em algo que eles próprios não podem fazer, em vez de se sentir inferior (Lockwood & Pinkus, 2014).

4. Você realmente gosta dessa pessoa, e essa pessoa gosta de você

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

Gostar é diferente de amar, mas muitas vezes é um pré-requisito para se apaixonar.

Em um estudo intercultural, os pesquisadores mostraram que um fator crítico reconhecido como precedente antes de se apaixonar é um “gostar” recíproco, quando ambos reconhecem claramente que se gostam (Riela, Rodriguez, Aron, Xu e Acevedo, 2010).

Além disso, quando você admite que aquela pessoa é extremamente atraente é um sinal de paixão à vista.

5. Você realmente sente falta desta pessoa quando não está com ela

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

Claramente, o quanto você senta falta de uma pessoa reflete o quão interdependentes suas vidas se tornaram.

Se você está questionando se ama alguém, considere o quanto sente falta dessa pessoa quando não está com ela.

O autor Le e seus colegas de pesquisa (2008) mostraram que a intensidade com que sentimos falta de alguém tende a corresponder diretamente ao comprometimento que temos com o relacionamento.

6. Seu senso de si mesmo expandiu desde que conheceu essa pessoa

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

Quando as pessoas se apaixonam, sua visão sobre si mesmas muda.

Elas assumem novos traços e características, ampliando sua própria diversidade por meio da influência de seu(sua) novo(a) parceiro(a) (Aron, Paris e Aron, 1995).

Em outras palavras, você se torna uma pessoa diferente depois de se apaixonar.

Talvez você sinta a diferença, talvez outros a percebam, mas as coisas de que você gosta, seus hábitos, como você gasta seu tempo – tudo isso está sujeito à influência (positiva, espera-se) de um(a) novo(a) companheiro(a).

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7. Você fica com ciúmes – mas não percebe

Como é estar apaixonado, segundo a ciência

Um pouco de ciúmes é realmente saudável, não tóxico.

Sob uma perspectiva evolutiva, o ciúme é uma adaptação que ajuda os relacionamentos a permanecerem intactos, tornando seus membros sensíveis a ameaças potenciais.

As pessoas com ciúmes tendem a estar mais comprometidas com os relacionamentos (Rydell, McConnell e Bringle, 2004).

Mas é preciso atentar-se: o ciúme reativo ou emocional é o tipo que sinaliza uma futura relação de compromisso e confiança.

No entanto, as pessoas que alimentam um ciúme compulsivo, justificando-o para, por exemplo, checar o celular do outro escondidas, tendem a ser associadas à ansiedade, baixa autoestima e insegurança crônica (Rydell & Bringle, 2007).

Referências

  • Acevedo, B. P., Aron, A., Fisher, H. E., & Brown, L. L. (2012). Neural correlates of long-term intense romantic love. Social Cognitive and Affective Neuroscience, 7(2), 145-159.
  • Aron, A., Fisher, H., Mashek, D. J., Strong, G., Li, H., & Brown, L. L. (2005). Reward, motivation, and emotion systems associated with early-stage intense romantic love. Journal of Neurophysiology, 94, 327-337.
  • Aron, A., Paris, M., & Aron, E. N. (1995). Falling in love: Prospective studies of self-concept change. Journal of Personality and Social Psychology, 69, 1102-1112.
  • Crowley, J. P. and Faw, M. H. (2014). Support marshaling for romantic relationships: Empirical validation of a support marshaling typology. Personal Relationships, 21, 242–257. doi: 10.1111/pere.12029
  • Le, B., Loving, T. J., Lewandowski, G. W., Feinberg, E. G., Johnson, K. C., Fiorentino, R., & Ing, J. (2008). Missing a romantic partner: A prototype analysis. Personal Relationships, 15(4), 511-532.
  • Lockwood, P., & Pinkus, R. T. (2014). Social comparisons within romantic relationships. In Z. Krizan & F. X. Gibbons (Eds.), Communal Functions of Social Comparison, (p. 120-142). Cambridge University Press.
  • Riela, S., Rodriguez, G., Aron, A., Xu, X., & Acevedo, B. P. (2010). Experiences of falling in love: Investigating culture, ethnicity, gender, and speed. Journal of Social and Personal Relationships, 27(4), 473-493.
  • Rydell, R. J., & Bringle, R. G. (2007). Differentiating reactive and suspicious jealousy. Social Behavior and Personality: An International Journal, 35(8), 1099-1114.
  • Rydell, R. J., McConnell, A. R., & Bringle, R. G. (2004). Jealousy and commitment: Perceived threat and the effect of relationship alternatives. Personal Relationships, 11(4), 451-468.
  • Sprecher, S. (2011). The influence of social networks on romantic relationships: Through the lens of the social network. Personal Relationships, 18(4), 630-644.

Apaixonar-se e construir um apego são uma base interessante para um relacionamento saudável, mas tenha em mente que permanecer em um relacionamento (ou, nesse caso, escolher começar) muitas vezes baseia-se mais na satisfação de se sentir bem na presença do outro.

Os modelos de relacionamento saudáveis mostram que o poder de permanência das relações requer dedicação e compromisso mútuo.

Se o amor é apaixonante, seguro e dá conforto emocional, o compromisso é a decisão necessária dentro dos contextos culturais e sociais para estar com essa pessoa.

Observadores de relacionamento – e as pessoas que assistem comédias românticas – sabem que o amor precisa de comprometimento para florescer em uma parceria estável e saudável.

Você reconhece estes sintomas da paixão? Comente!

Esse é uma tradução do Awebic de artigo originalmente publicado em Psychology Today, escrito por Theresa E DiDonato, Ph.D.

Imagens: pexels.com e pixabay.com

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