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6 lições para lembrar quando alguém julgar ou criticar você

“Todos os julgamentos, todos eles, se voltam ao julgamento que fazemos contra nós mesmos”. ~ Lynne Forrest

Angela sentou-se diante da sua amiga Anna para tomar uma xícara de café.

Elas tinham tido problemas na sua amizade, e finalmente se reuniram para discuti-los.

Por não ser muito fã de conflito, Angela ficou muito nervosa.

Não era pra menos, a conversa não parecia estar indo muito bem.

Apesar de Angela ter falado sobre seus sentimentos, Anna continuava dizendo coisas como:

“Há coisas que você faz que realmente me incomodam também, mas eu não digo nada sobre isso”.

Depois de ouvir uma variação desta frase pela terceira vez, Angela perguntou sobre o que ela estava falando. Ela nunca tinha abordado nenhum desses problemas com a amiga.

Ela respirou profundamente e disse:

“Angela, eu não acho que seu relacionamento com seu ‘poder superior’ seja muito forte”.

“Além disso, sabe as postagens do Facebook em que você escreve sobre paz e atenção plena? Não vejo isso refletido em sua personalidade”.

“Mais uma coisa: seu relacionamento com sua mãe parece fraco, e acho que é por isso que você é emocionalmente carente”.

Angela olhou para ela em choque absoluto. Sentiu como se seu rosto tivesse sido perfurado.

A pior parte é que ela considerava Anna uma pessoa muito genuína, então o fato de ela ter visto essas caraterísticas nela arrasou seu coração.

“Minha espiritualidade e meu senso de paz são coisas que tenho cultivado intensamente desde os dezesseis anos”, confessa Angela.

Então, imagine-a sentada em frente à sua suposta melhor amiga que não via essa espiritualidade nela. Ela ficou acabada.

Saiu dessa reunião dizendo que precisava de algum tempo para estar sozinha e processar tudo, pois se sentiu profundamente ferida.

Antes do encontro, Angela imaginou que aquela conversa seria apenas uma forma positiva de corrigir aquele relacionamento, enquanto dividiria um café e compartilharia boas risadas.

No entanto, ela sentiu como se alguém tivesse detonado seu coração, como se fosse vomitar.

O resultado desse baque foi uma reflexão profunda, entre lutas internas e a oportunidade de aprender (e reaprender) algumas lições incríveis.

Confira essas lições abaixo:

1. As críticas e os julgamentos de alguém não são o problema

Como lidar aos julgamentos

Acreditar neles é o problema.

“Já fui criticada antes, e esses julgamentos me derrubaram. Não conseguia parar de chorar. Eu me senti exposta.

Percebi o motivo pelo qual eu estava tendo tanta dificuldade em aceitar o que ela havia dito: porque há uma parte de mim que acredita nos seus julgamentos.

Por exemplo, se ela tivesse dito que eu era má, eu teria encolhido os ombros, porque não acredito nisso.

Por outro lado, tenho inseguranças em relação à minha espiritualidade e sensação de paz no mundo. Enquanto eu tento cultivar esses dois aspectos na minha vida pessoal, não sou perfeita.

Eu luto como todos os outros.

Uma vez que eu percebi que estava chateado porque acreditava que suas acusações eram verdadeiras, eu pude parar de culpá-la.

Senti essa dor porque estava me torturando com essas crenças e acreditando cegamente nelas.”

2. Quando alguém nos mostra como estamos fora de alinhamento com nós mesmos, temos a oportunidade de mudar nossas crenças

Como lidar aos julgamentos

“Vi uma e outra vez que o mundo é um espelho. Quando temos um pensamento e acreditamos, o mundo nos dará um exemplo para provar que o pensamento é verdadeiro.”

Anna me mostrou a parte de mim que acreditava nessas inseguranças. Ela me deu o lindo presente de questionar se eu queria manter essas crenças.

Lembre-se: não precisamos acreditar nos nossos pensamentos.

Ouvi um exemplo sobre pensamentos uma vez que ficou comigo.

Os pensamentos são como carros que se aproximam de uma rodovia. A estrada representa a mente. Nós conseguimos decidir em qual carro queremos entrar.

Queremos pular no carro e acreditar no pensamento negativo? Ou queremos seguir a rota positiva?

Então, eu vou decidir. Eu realmente quero manter a crença de que não tenho um relacionamento espiritual forte? Parece uma história dolorosa para crer.

Em vez disso, estou escolhendo reformular a crença. Em vez de acreditar que meu relacionamento espiritual é fraco, escolho acreditar que é um trabalho em progresso.

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É lindo porque não é perfeito, mas, mesmo assim, levo tempo cultivando isso todos os dias.

3. O que as outras pessoas veem não é problema nosso, e sim o que nós vemos

Como lidar aos julgamentos

“Muitas vezes quando temos uma dor emocional, não estamos sentindo a nossa própria dor.

Não é da minha conta o que outras pessoas pensam de mim.

Meus pensamentos e suposições sobre mim mesma são minha responsabilidade, e isso é o suficiente para me manter ocupada.

Uma vez que eu deixo claro o que é realmente da minha conta, é incrível a quantidade de problemas que simplesmente desaparecem.

Também me dá a oportunidade de mudar meu pensamento e tempo para cuidar de mim mesma.”

4. Procure a verdade nas críticas e esqueça resto

Como lidar aos julgamentos

“Pegue esse conselho com um grão de sal: se você pode encontrar o que é verdade sobre as coisas negativas que as pessoas lhe dizem, pode ser uma ótima ferramenta para fortalecer sua personagem.

Mas não é uma desculpa para o autoabuso.

Por exemplo, algumas das coisas que Anna disse, não são verdade para mim.

No entanto, sinto que às vezes posso ser emocionalmente carente com meus amigos. Isso não significa que eu deva me matar por conta disso.

Por outro lado, posso reavaliar como e com quem compartilho minhas emoções, observando se estou me tornando co-dependente de certas pessoas na minha vida.

Acredito que a profundidade das minhas emoções me deixa bonita e que compartilhar isso com os outros aprofunda muitos dos meus relacionamentos.

Entretanto, é sempre bom lembrar de avaliar se estou compartilhando minhas emoções de maneira saudável ou se só estou despejando minhas angústias só para me sentir melhor.”

5. Encontre gratidão em todas as situações

Como lidar aos julgamentos

“Acredito que é importante encontrar um presente em todas as situações para que possamos crescer.

Se olharmos com profundidade, podemos encontrar a semente de gratidão em qualquer experiência.

Percebi, depois de ter essa experiência, o quão grata eu sou por minha amiga me dar a oportunidade de ver as dolorosas crenças que cultivava em mim.

Agora, tenho a oportunidade de limpá-las.

Que benção!

Também percebi o quanto sou grata por ter amigos sinceros e que me digam o que acreditam ser verdade.

Isso não significa que eu tenho que tomar seus julgamentos como meus, mas suas reflexões são pertinentes na minha jornada para liberar essas crenças dolorosas.”

6. Dê sempre o seu melhor para perdoar as pessoas e a si mesmo

Como lidar aos julgamentos

“O perdão é um dos processos mais difíceis, mas poderosos.

Acredito que o perdão é duplo: eu não precisava apenas perdoá-la, eu precisava me perdoar.

Antes de entender que era uma bênção ela ter dito aquelas coisas, administrar minha ira por ter me sentido exposta foi difícil.

Mas, no fundo, eu sabia que precisava perdoá-la, mas, antes disso, me perdoar também.

Uma vez que percebi que precisava me perdoar primeiro, soltar minha raiva tornou-se mais fácil.

Eu tinha que me perdoar por acreditar cegamente nesses julgamentos sobre mim e não questionar sua verdade.

Deixei de ser refém para compreender que eu era a única a me manter atrás das grades.”

E não é que faz sentido mesmo?

A amizade entre Angela e Anna não é mais como era antes de começarem a ter problemas.

Embora Angela tenha um profundo sentimento de respeito e amor por Anna, percebeu que, neste momento da sua vida, não queria ser a melhor amiga de alguém que a via assim.

Isso não significa que elas não se amem e se respeitem.

Além disso, num momento futuro, elas podem reconstruir uma relação mais honesta e sincera.

Angela ainda está processando todas essas críticas, assim como nós todos levamos tempo para questioná-las e aceitá-las com amorosidade.

Mas, uma vez que estejamos seguros sobre as nossas qualidades, podemos ter um relacionamento mais amoroso com a gente mesmo, respeitando o nosso tempo e nos perdoando todos os dias.

A história da Angela te ajudou de alguma forma? Comente!

Este artigo é uma tradução do Awebic do texto originalmente publicado em Tiny Bhudda, escrito por Angela Lois.

Imagens: pexels.com e pixabay.com

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