Mente

10 fatos extremamente surpreendentes sobre a rejeição

Você, como todos nós, já deve ter sido rejeitada(o) de alguma forma durante a vida, certo?

Sabemos que a rejeição realmente dói, mas ela também pode infligir danos ao nosso bem-estar psicológico, que vai muito além da mera dor emocional.

Aqui estão 10 fatos menos conhecidos que descrevem os vários efeitos que a rejeição tem sobre nossas emoções, pensamentos e comportamento.

Vamos começar examinando por que a rejeição dói tanto:

1. A rejeição pega carona nas vias de dor física no cérebro.

Estudos de imagem por ressonância magnética funcional mostram que as mesmas áreas do cérebro são ativadas quando experimentamos a rejeição, como quando sentimos dor física.

É por isso que a rejeição dói tanto (neurologicamente falando).

Na verdade, nossos cérebros respondem de maneira tão semelhante à rejeição e à dor física que…

Efeitos da rejeição

2. O Tylenol reduz a dor que a rejeição emocional provoca.

Em um estudo que testou a hipótese de que a rejeição imita a dor física, os pesquisadores deram a alguns participantes paracetamol (Tylenol) antes de pedir a eles que recordassem uma dolorosa experiência de rejeição.

As pessoas que receberam Tylenol relataram significativamente menos dor emocional do que os indivíduos que tomaram uma pílula de açúcar.

Os psicólogos acham que a razão para a forte ligação entre a rejeição e a dor física é que…

3. A rejeição teve uma função vital em nosso passado evolucionário.

Em nosso passado de caçadores/coletores, ser excluído de nossas tribos era semelhante a uma sentença de morte, pois dificilmente sobreviveríamos por muito tempo sozinhos.

Psicólogos evolucionistas acham que o cérebro desenvolveu um sistema de alerta precoce para nos alertar quando estávamos em risco de ostracismo.

Por ser tão importante chamar nossa atenção, aqueles que experimentaram a rejeição como mais dolorosa (isto é, porque a rejeição imitava a dor física em seu cérebro) obtiveram uma vantagem evolutiva – eles eram mais propensos a corrigir seu comportamento e, consequentemente, mais propensos a permanecer na tribo.

O que provavelmente também explica porque…

4. Podemos reviver e reexperimentar a dor social de maneira mais vívida do que a dor física.

Tente recordar uma experiência em que você sentiu uma dor física significativa e seus caminhos cerebrais responderão “Nhé”. Em outras palavras, essa memória por si só não provoca dor física.

Mas tente reviver uma dolorosa rejeição (na verdade, não – apenas aceite minha palavra), e você será inundado com muitos dos mesmos sentimentos que você teve na época (e seu cérebro responderá da mesma forma que na época, também).

Nosso cérebro prioriza experiências de rejeição porque somos animais sociais que vivem em “tribos”. Isso leva a um aspecto de rejeição que muitas vezes ignoramos…

5. A rejeição desestabiliza nossa “necessidade de pertencer”.

Todos nós temos uma necessidade fundamental de pertencer a um grupo. Quando somos rejeitados, essa necessidade se torna desestabilizada e a desconexão que sentimos aumenta nossa dor emocional.

Foi descoberto que reconectar-se com aqueles que nos amam, ou se aproximar dos membros de grupos aos quais sentimos grande afinidade e que nos valorizam e nos aceitam, alivia a dor emocional após uma rejeição.

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Sentir-se sozinho e desconectado após uma rejeição, no entanto, tem um impacto frequentemente negligenciado em nosso comportamento…

Efeitos da rejeição

6. A rejeição cria surtos de raiva e agressão.

Em 2001, o Surgeon General of the US divulgou um relatório afirmando que a rejeição representava um risco maior para a violência adolescente do que drogas, pobreza ou associação a gangues.

Inúmeros estudos demonstraram que mesmo rejeições leves levam as pessoas a agredirem inocentes. Os tiroteios em escolas, a violência contra as mulheres e os trabalhadores demitidos que ficam “loucos” são outros exemplos da forte ligação entre rejeição e agressão.

No entanto, muito dessa agressão provocada pela rejeição também é voltada para dentro…

7. As rejeições nos enviam em uma missão para buscar e destruir nossa autoestima.

Muitas vezes respondemos a rejeições românticas, encontrando defeitos em nós mesmos, lamentando todas as nossas inadequações, chutando a nós mesmos quando já estamos deprimidos e espancamos nossa autoestima.

A maioria das rejeições românticas é uma questão de ajuste inadequado e falta de química, estilos de vida incompatíveis, querer coisas diferentes em momentos diferentes ou outras questões de dinâmicas mútuas.

Culpar a nós mesmos e atacar nossa autoestima apenas aprofunda a dor emocional que sentimos e torna mais difícil para nos recuperarmos emocionalmente. Mas antes de correr para se culpar por…se culpar, tenha em mente o fato de que…

8. A rejeição reduz temporariamente seu QI.

Ser convidado a relembrar uma recente experiência de rejeição e reviver a experiência foi o suficiente para fazer com que as pessoas tivessem uma pontuação significativamente menor nos testes subsequentes de QI, testes de memória de curto prazo e testes de tomada de decisão.

De fato, quando estamos nos recuperando de uma rejeição dolorosa, pensar claramente não é tão fácil assim. Isso explica porque…

Efeitos da rejeição

9. A rejeição não responde à razão.

Os participantes foram submetidos a uma experiência em que foram rejeitados por estranhos. O experimento foi manipulado – os “estranhos” eram confederados dos pesquisadores.

Surpreendentemente, porém, até mesmo ser informado de que os “estranhos” que os “rejeitaram” não os rejeitaram de fato, pouco contribuiu para aliviar a dor emocional sentida pelos participantes.

Mesmo sendo informados de que os estranhos pertenciam a um grupo que desprezavam, como a Ku Klux Klan, pouco fez para acalmar os sentimentos feridos das pessoas.

Ainda assim, a notícia não é de todo mal, porque…

10. Existem maneiras de tratar as feridas psicológicas causadas pela rejeição.

É possível tratar a dor emocional que a rejeição causa e evitar as repercussões psicológicas, emocionais, cognitivas e de relacionamento que ocorrem em suas consequências.

Para fazê-lo com eficácia, devemos abordar cada uma de nossas feridas psicológicas (ou seja, acalmar nossa dor emocional, reduzir nossa raiva e agressão, proteger nossa autoestima e estabilizar nossa necessidade de pertencer).

Este artigo é uma tradução do Awebic do texto originalmente publicado em Psychology Today escrito por Guy Winch, Ph.D..

Imagens: pexels.com e pixabay.com

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