Mente

A armadilha mental que leva ao ciúme tóxico

Quando o ciúme chega, pode consumir tudo, causando estragos em nossos relacionamentos e grande sofrimento emocional — muitas vezes sem que compreendamos plenamente a razão disso.

Podemos não querer nos ressentir com alguém, mas o desejo de fazer isso parece incontrolável.

O que torna o ciúme tão poderoso?

Neste vídeo da série científica da PBS, BrainCraft, a criadora e apresentadora Vanessa Hill explica de onde vem o ciúme e o que podemos fazer para trabalhar com essa emoção difícil.

Por que eu sinto tanto ciúmes?

O ciúme muitas vezes surge quando sentimos uma ameaça em um relacionamento, diz Hill.

Quando crianças, ficamos com ciúmes de nossos irmãos quando recebem a atenção de nossos pais.

Quando adultos, podemos sentir ciúmes de uma nova pessoa que chama a atenção de um amigo ou parceiro.

“É uma constelação de emoções que vão desde medo da perda e ansiedade até raiva, tristeza e humilhação”, diz Hill.

O ciúme pode ser genético. Um estudo de 2013 descobriu que cerca de um terço do ciúme é determinado pelos nossos genes.

Mas fatores de personalidade, como ter baixa autoestima, também podem determinar se tendemos a sentimentos de ciumes ou não.

“É importante perceber que o ciúme em si é uma reação normal, e não devemos nos sentir envergonhados”, diz Hill.

“É um alerta que há perigo, obrigando-nos a tomar medidas para preservar um relacionamento valioso.”

Armadilhas mentais do ciúme

duas pessoas com ciúmes

O que fazer para não ter ciúmes? Primeiro, entenda que é normal. Crédito: Dương Nhân | Pexels.

Hill diz que o ciúme se torna problemático quando surge em cenários imaginários, o que pode nos levar a cometer três grandes “erros cognitivos” que nos levam a interpretar erroneamente a verdade:

1. Leitura da mente: quando você assume que alguém de quem cuida, como um cônjuge, está romanticamente interessado em outra pessoa, apesar de não ter qualquer razão para isso.

2. Personalizar: quando você interpreta tudo em relação a si mesmo. Por exemplo, você pode supor que um amigo que cancela planos porque está doente, na verdade, não quer ver você.

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3. Adivinhação: quando você prevê as ações futuras de uma pessoa, como assumir que seu chefe dará ao seu novo colega de trabalho uma promoção maior que a sua.

“Não há problema em sentir ciúmes às vezes, mas há uma diferença entre controlar o ciúmes e deixar que ele te controle”, diz Hill.

Domando os sentimentos de ciúmes: uma prática de conscientização em três etapas

Hill diz que podemos evitar erros cognitivos notando como o ciúme afeta nosso corpo e mente.

Aqui estão três passos que você pode dar na próxima vez que começar a sentir ciúmes:

1. Observe o corpo: Quando o monstro de olhos verdes assume, como isso faz o seu corpo se sentir?

Existe um aperto no peito? Uma pressão na sua cabeça?

Uma prática de varredura corporal pode ajudá-lo a perceber onde o estresse dos sentimentos de ciúme surge em seu corpo — podem ser lugares diferentes para todos.

Hill também recomenda anotar seus sentimentos para focar sua atenção e começar a se acalmar.

2. Reconhecer padrões de pensamento: Quando você perceber que está começando a cair nas armadilhas da mente, como a leitura mental, personalizando ou adivinhando, dê uma a pausa.

Considere se esses pensamentos são baseados em fatos.

Pode ajudar você refletir sobre aspectos positivos do seu relacionamento para que você possa se concentrar no que você valoriza nessa pessoa.

3. Identifique a raiz do seu ciúme: Se você puder, tente entender o que acha que está realmente ameaçando seu relacionamento.

É porque o seu amigo passou algum tempo com essa nova pessoa — ou porque você tem trabalhado mais horas e não consegue vê-los tanto quanto gostaria?
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Este texto foi publicado originalmente no Mindful, por Nicole Bayes-Fleming. Adaptação feita por Awebic. Saiba mais sobre o trabalho de Bayes-Fleming aqui.