Humor

As 5 diferenças básicas entre o amor e o desejo (explicadas pela ciência)

Nossa querida Rita Lee já cantava que “sexo é escolha, [e] amor é sorte”.

Mas o que isso significa para a ciência?

E o mais importante: o que isso significa para nós, seres humanos vulneráveis à energia inebriante do desejo?

Quais são as diferenças entre ele e o amor? Até que ponto um convive bem com o outro e quando este precisa se modificar para dar lugar àquele?

As questões relacionadas a esse assunto são tão frequentes no nosso dia a dia que inúmeros pesquisadores têm realizado observações científicas sobre o tal “amor versus desejo”.

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A psicanalista Judith Orloff — baseada em seus estudos recentes — elencou os cinco sinais mais frequentes que podem nos ajudar a distinguir a sensação de desejo do sentimento de amor, bem como entender como eles influenciam nossas atitudes e reações.

Desejo x Amor.

1. Quando ainda não estamos apaixonados, ficamos totalmente focados na aparência e no corpo da pessoa.

A relação é instintiva e tem um objetivo claro, simples e carnal: o sexo.

Por outro lado, quando os encontros sexuais passam a ser menos frequentes (no caso de a relação começar com o único objetivo sexual e não entre amigos, por exemplo) e passamos a nos interessar pelo dia a dia do outro, percebemos que o lance da “pele” torna-se menos importante do que era antes e o outro nos motiva a ser uma pessoa melhor.

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2. Com o desejo sexual manifestado, estamos interessados em sexo, mas não em conversas.

A necessidade da mente está focada em satisfazer as necessidades do corpo e, por isso, as conversas se limitam ao utilitarismo de marcar o encontro.

Quando as conversas começam a se tornar mais frequentes e demoradas do que o ato sexual em si, nós nos perdemos nas conversas e nos esquecemos do tempo.

Já se viu perdendo a hora falando no celular com o crush?

Cuidado! Tem sinal de sentimentos mais complexos sendo despertados por aí!

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3. Mantemos a relação em um nível de fantasia em vez de discutir sentimentos reais.

Principalmente quando não queremos nos arriscar a vivenciar um sentimento mais profundo dentro dessa relação casual que nem ousamos nomear. Nada além de um “Oi, tudo bem? Vai fazer algo hoje à noite?”.

No entanto, quando o ‘bichinho do amor’ nos pica (ou devora as nossas vísceras, dependendo da situação), queremos realmente ouvir sobre os sentimentos do outro e, consciente ou inconscientemente, passamos a agir de maneira a fazê-lo mais feliz.

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4. Queremos ir embora logo após o sexo em vez de dormir de conchinha?

Bom, o amor pode até vir a florescer dessa situação, mas, por enquanto, estamos apenas saciando nosso prazer orgânico.

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Só quando buscamos modos de ter mais tempo de qualidade juntos ao invés de só fazer sexo é que percebemos as coisas mudarem aos poucos dentro do nosso coração (e não é de batimentos cardíacos acelerados o que estou falando – é de amor).

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5. Sabemos que definitivamente o rolinho é só sexual quando constatamos: somos amantes, mas não amigos.

O cara é legal, a menina é gente boa, mas o contato é definitiva e puramente com fins de transa. Até sabemos uma coisa ou outra da vida do outro, mas não estamos interessamos nos detalhes nem preocupados em ajudar.

Gozou, tá nova(o).

Já quando o frio na barriga envolve conhecer os amigos e a família da pessoa, é porque está rolando a pontinha de um sentimento que pode se transformar em amor.

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É claro que nenhuma das características acima mencionadas são um padrão rigoroso.

Essas diferenças de comportamento foram apresentadas de acordo com Judith Orloff, que acredita no desejo como um instinto de procriação que pode ou não levar ao amor, já que a volúpia sexual “geralmente desaparece quando a ‘pessoa real’ se mostra”.

Ela mesma diz que “o desejo sexual é um estado alterado da nossa consciência programado pelo instinto de procriação. Estudos sugerem que nosso cérebro se comporta como se estivesse drogado quando se encontra nesse estado de desejo”.

Isso explica porque muitos de nós passamos por fases na nossa vida em que buscamos incessantemente por sexo e também prova porque ele pode não ter nada a ver com o amor.

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Por outro lado, amar não é um antídoto contra toda e qualquer atração sexual pelo seu parceiro (a).

Acontece que quando aceitamos que o sentimento está rolando e decidimos aprender um pouco mais sobre o outro, passamos a sentir uma necessidade maior de conversar e experienciar em ‘equipe’ situações fora das quatro paredes, até mesmo para avaliar se a continuidade da relação será saudável para ambos — tanto na cama quanto fora dela.

Não rolou? Bola pra frente!

O importante é manter a mente tranquila sobre cada escolha em nossos relacionamentos, não se submeter a imposições sociais e respeitar o tempo, o espaço e os sentimentos não só do outro, mas principalmente os seus!

Fonte: elitedaily.com.

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