Humanidade

Um estilo de vida minimalista não é sobre suas posses

Um estilo de vida minimalista é estranho aos olhos de muitos.

Para mim, isso me ajudou a pagar uma dívida de R$ 163.000 de empréstimos estudantis em apenas dois anos, comecei a dar mais atenção as pessoas que eu amo e coloquei uma intenção clara para a minha vida.

Nos últimos seis meses me senti feliz, saudável e em paz.

Mesmo que eu não possa garantir que as mudanças que realizei em minha vida faça o mesmo por você, refletir sobre algumas dessas coisas pode te ajudar a clarear sua vida.

1. Reduza seus objetos.

minimalismo

Quando sua vida gira em torno de possuir cada vez mais, aquilo que você possui acaba te possuindo. Crédito: Scott Webb | Pexels.

Pessoalmente, doei cerca de 70% das minhas roupas para várias organizações sem fins lucrativos.

Percebi que possuía várias peças de roupa que não usava há meses.

Se eu não a amava, não guardava.

Para evitar a acumulação, reviso o conteúdo do meu guarda-roupa uma vez por mês para ver se consigo me livrar de qualquer coisa mais.

Eu também doei, lentamente, sapatos, bolsas, livros, canecas, eletrônicos e obras de arte.

Eu pensei que me arrependeria de deixar algumas dessas coisas, mas posso dizer honestamente que nem me lembro de tudo que me livrei.

Isso mostra que as coisas às quais nos apegamos não significam tanto para nós quanto pensamos.

Claro, eu ainda tenho alguns itens sentimentais (eu tenho todos os cartões que minha namorada me deu — o que agora é bastante!) e eu não tenho nenhum problema em deixá-los ocupar espaço.

Se você é como eu e vive em uma casa pequena (ou seja, um quarto de solteiro com um parceiro, um cachorro e um coelho), aprenda a lutar contra o desejo de melhorar seu espaço e descarte itens que você não usou ou não valoriza.

2. Desligue todas as notificações do seu celular.

A única notificação que recebo é quando recebo novas mensagens de texto.

A pessoa que mais me manda mensagens é minha namorada, então gostaria de garantir que estou disponível para ela.

Mas quanto a e-mail, notícias, mídia social e todos os outros aplicativos auxiliares, eu desativei as notificações e a atualização em segundo plano.

3. Na verdade, vá em frente e exclua os aplicativos de rede social do seu celular.

Algumas semanas atrás, eu excluí o Twitter, o Medium e o Quora do meu celular.

Eu finalmente reconheci que sofria de contração muscular — você sabe qual — em que você procura o seu telefone — na plataforma do metrô, em um elevador, ou talvez até andando — para evitar o tédio momentâneo.

Eu queria me libertar. E assim, finalmente consegui.

Eu mantive o Instagram, principalmente porque eu sou incapaz de carregar as fotos usando a sua aplicação web.

Além disso, quase não há mais nada no meu telefone — mensagens de texto, podcasts, notas — isso é tudo.

Como resultado, comecei a olhar em volta ao invés de olhar para baixo.

Eu me tornei mais sintonizada com o mundo.

E o melhor de tudo, quando faço login nesses sites de mídia social do meu laptop, descobri que realmente não perdi nada.

4. Faça sua comida em casa.

Durante a semana, eu faço as minhas marmitas: uma omelete de espinafre com três ovos no café da manhã, uma refeição vegana no almoço e, geralmente, uma salada para o jantar.

Pode não ser muito excitante, mas minhas refeições geralmente são fáceis, nutritivas e completas.

Quando se trata de uma alimentação saudável, minha filosofia geral é comer refeições relativamente saudáveis ​​e, em seguida, ter alguns lanches não tão nutritivos.

Mantendo as coisas simples, sou capaz de fazer compras rapidamente, gastar menos tempo preparando refeições e reduzir minhas despesas mensais com comida.

5. Adquira os livros na versão eletrônica, a menos que você realmente goste.

Como aspirante a autora, considero ler um dever.

Além de ler artigos longos na internet, leio em média quatro livros por mês.

No entanto, para reduzir a desordem física no meu apartamento, ou eu pego livros da biblioteca ou compro livros no Kindle (leitor de livros eletrônicos da Amazon).

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Eu simplesmente jogo meu iPad na minha bolsa e pego durante meu deslocamento diário.

6. Simplifique suas finanças

Um dos maiores impactos que o minimalismo teve na minha vida é me afastar do hiper consumo.

Eu costumava comprar tudo com cartão de crédito.

Eu estimava quanto dinheiro eu precisava de cada mês para pagar o valor mínimo das minhas várias parcelas de dívida.

Agora, criei um sistema simples de gerenciamento de dinheiro que me permitiu pagar mais de 80% da minha dívida em pouco mais de dois anos.

Isso inclui fazer um orçamento, construir um fundo de emergência e investir em fundos de índice de taxa baixa.

E agora eu pago as despesas diárias exclusivamente com dinheiro ou com o meu cartão de débito.

Não apenas aprendi a gastar intencionalmente, mas eliminei a ansiedade financeira que costumava atormentar minha vida.

Tomar a decisão consciente de comprar menos coisas físicas e investir em experiências ou em mim mesma (isto é, livros) me levou a uma percepção profunda de que já sou o suficiente.

Adotar um estilo de vida minimalista é uma jornada imensamente pessoal.

estilo de vida minimalista

Vida minimalista é uma vida simples; e simples é bom. Crédito: João Jesus | Pexels.

Apesar de eu ter falado sobre algumas maneiras que utilizei para reduzir a desordem física em minha casa, o minimalismo não é sobre o que você possui.

Trata-se de reduzir as coisas em sua vida que não estão fornecendo valor, para que você possa ter mais espaço para as coisas que realmente importam. É subtração para adição.

Minimalismo tem uma boa parcela de críticos:

“É elitista.”
“É algo que os assalariados pobres e de baixa renda não podem incorporar em suas vidas.”
“É insensível para aqueles que não têm o suficiente para eliminar.”

Eu já ouvi tudo isso antes e em grande quantidade.

Mas minha definição de minimalismo não é sobre isso.

Não é sobre paredes brancas, guarda-roupas caros que combina com alguns poucos móveis que são top de linha. Não é uma estética que pode ser exibida no Instagram.

Para mim, o minimalismo sempre foi uma mudança de mentalidade.

Silenciando o barulho de um mundo cada vez mais barulhento.

Acalmando os milhões de pensamentos que fluem através da minha mente de macaco (que pula de uma pensamento para outro).

Dando-me permissão para desacelerar e respirar.

Com tanta coisa acontecendo no trabalho e em casa, descobri que a única maneira de sobreviver era tornar minha vida o mais simples possível.

Ao reduzir o número de decisões que tomo, evitando o consumo como um substituto para a felicidade e estabelecendo sistemas simples para coisas como as minhas refeições e meu dinheiro, posso me concentrar mais nas coisas que realmente importam: saúde, trabalho e aqueles que eu amo.

Desde essa mudança, sou mais feliz, mais calma e me sinto mais livre.

Como minimalistas Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus apontam:

“Embora todos aceitem o minimalismo de maneira diferente, cada caminho leva ao mesmo lugar: uma vida com mais tempo, mais dinheiro e mais liberdade para viver uma vida mais significativa.”

Se o minimalismo ainda não é para você, eu entendo.

Nenhum estilo de vida, filosofia ou doutrina é destinado a todos.

Mas é um conceito extremamente genérico que podemos ajustar como acharmos melhor.

Aprendi que abraçar a simplicidade não significa ignorar todas as suas regalias.

Na verdade, eu diria que o minimalismo libera mais de seus recursos para utilizar seus privilégios para o bem social.

Se eu ainda estivesse na esteira do consumismo, nunca teria conseguido aceitar um emprego na assistência jurídica, ainda que continuasse sendo capaz de pagar minha dívida de forma agressiva.

Para mim, viver uma vida simples funciona.

Isso me mantém calma em uma cidade caótica. Isso me mantém sã em um ambiente de trabalho estressante. E o mais importante, mantém meus problemas do dia-a-dia em perspectiva.

Embora eu não possa dizer que a adoção de um estilo de vida minimalista tenha sido a resposta para todos os meus problemas, posso dizer com confiança que isso tornou minha vida, tanto em nível pessoal quanto profissional, sustentável.
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Este texto foi publicado originalmente no Medium, por Jennifer Chan. Adaptação feita por Awebic. Saiba mais sobre o trabalho de Chan em seu site.