12 mulheres que são exemplo de luta em prol do nosso planeta
Ambiente

12 mulheres que são exemplo de luta em prol do nosso planeta

De exploradoras do profundo-mar a ativistas determinadas, cada uma das mulheres abaixo vem nos lembrando de um dos nossos papéis mais importantes no mundo: o de protegê-lo.

Elas mostraram a todos nós que todas as nossas decisões diárias, desde a menor até as que envolvem políticas públicas nacionais e internacionais são capazes de fazer a diferença.

Confira a história dessas 12 mulheres que contribuíram para fazer um mundo mais verde e saudável:

Anna Botsford Comstock (1854 – 1930)

Por ter crescido na fazenda de seus pais, em Nova York, Anna Botsford Comstock desenvolveu um apreço pela maravilha e beleza do mundo natural.

Quando se casou, voltou seus olhos observadores para ilustrar os insetos que ela e seu marido estudavam, desenhando milhares de imagens detalhadas primeiro para os livros de seu marido e depois para os livros que escreveram juntos.

Após concluir um curso em História Natural, em 1885, ela começou a escrever seus próprios livros, incluindo o Handbook of Nature Study, que até hoje é considerado um texto clássico.

Ela abriu novos caminhos no mundo acadêmico, tornando-se a primeira professora da Cornell University.

Além disso, Anna também é famosa por criar o primeiro programa de estudos de natureza ao ar livre para as crianças, que tirou a ciência da sala de aula e incentivou o amor das crianças pelo mundo natural.

Seu método tornou-se o modelo para programas de estudos da natureza no mundo todo, ajudando a promover uma nova apreciação da importância da conservação para a próxima geração.

Kate Sessions (1857 – 1940)

Vida ecológica não significa apenas proteger espaços naturais, também significa encontrar maneiras de criar espaços verdes nas cidades.

Kate Sessions passou a maior parte de sua infância vivendo em torno das árvores altas do norte da Califórnia.

Em 1881, ela foi a primeira mulher a graduar-se na Universidade da Califórnia com grau de ciência e, pouco depois, ela se mudou para San Diego – na época, uma cidade seca, com quase nenhuma planta.

Depois de iniciar sua carreira na horticultura com um viveiro, em 1885, Sessions conseguiu arrendar 30 hectares de terra no City Park (agora chamado Balboa Park), em troca de plantar 100 árvores por ano no parque estéril e outras 300 árvores por ano no resto de San Diego.

Hoje, seus jardins e parques ainda são encontrados em toda a cidade, e ela é conhecida como “a Mãe do Parque Balboa“.

Marjory Stoneman Douglas (1890 – 1998)

Quando Marjory Stoneman Douglas mudou-se para Miami, ainda jovem, o atual Parque Nacional de Everglades era considerado um pântano sem valor.

Entretanto, a jornalista em ascensão via algo diferente por lá: uma vibrante rede de ecossistemas, digna de proteção, que forneceria grande parte da água limpa da Flórida.

Não existe outro Everglades no mundo“, escreveu ela em seu livro de 1947, The Everglades: River of Grass, que foi comparado a Silent Spring, de Rachel Carson, por seu impacto na opinião popular.

De fato, sem seu ativismo, o Everglades provavelmente teria morrido para sempre depois que grandes partes do rio foram drenadas ou contaminadas.

Sua influência é resumida pelo governador da Flórida, Lawton Chiles, que disse:

“[Marjory] não foi apenas uma pioneira do movimento ambientalista, ela era uma profeta, chamando-nos para salvar o meio ambiente para nossos filhos e netos”.

Rachel Carson (1907 – 1964)

Quando a bióloga americana Rachel Carson publicou “Silent Spring” (disponível no Brasil sob o título “Primavera Silenciosa”), ela não chamou apenas a atenção para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas sintéticos; ela também ajudou a lançar o movimento ambiental moderno.

Carson começou sua carreira no Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA, mas depois dos artigos e livros que ela escreveu sobre a vida oceânica, tornou-se extremamente popular e começou a escrever sobre ciência em tempo integral.

Quando “Silent Spring” foi lançado, em 1962, Carson se mantinha firme contra as críticas intensas da indústria química, apesar de uma batalha simultânea contra o câncer de mama que estava superando seus tratamentos.

Mesmo após sua morte (apenas dois anos após o lançamento de sua obra-prima), seu livro alimentou o interesse público em questões ambientais e de saúde pública e, em poucos anos, a Administração Nixon criou a Agência de Proteção Ambiental.

“Silent Spring” é considerado um dos trabalhos não-ficcionais mais influentes do século XX.

Dian Fossey (1932 – 1985)

Dian Fossey abriu um novo campo para mulheres da área de Biologia quando começou a estudar os gorilas de montanha misteriosos de Ruanda.

A primatologista americana conseguiu se aproximar de gorilas quando ninguém mais poderia.

Como Fossey identificou e catalogou muitos novos aspectos do comportamento do animal, ela também viu a brutalidade da caça furtiva em primeira mão.

Depois que seu gorila favorito, Digit, foi morto, ela fundou o Fundo Digit para financiar esforços contra a caça.

Fossey e seus colegas dedicaram uma atenção significativa às atividades de combate à caça, incluindo a execução de patrulhas de caça furtiva, destruição de armadilhas de caçadores, pressão sobre as autoridades locais para impor leis anti-caça e a prisão de caçadores furtivos.

Tragicamente, Fossey foi encontrada morta em sua cabana nas Montanhas Virunga de Ruanda, em dezembro de 1985.

Embora o caso nunca tenha sido resolvido, acredita-se que ela foi morta por um caçador em resposta a seus agressivos esforços contra a caça furtiva.

Felizmente, ela deixou um legado incrível: tanto o de um maior conhecimento sobre esses animais mal compreendidos quanto a inspiração que tem motivado muitas pessoas a participar da luta para salvar os gorilas da montanha.

Seus esforços continuam hoje através dos Fundos Dian Fossey em prol de Gorilas.

Jane Goodall (1934)

Em uma época em que as cientistas eram muitas vezes consideradas frágeis e emotivas demais para o trabalho de campo, Jane Goodall provou que todos estavam errados.

A britânica é considerada a maior especialista do mundo em chimpanzés após seu estudo de 55 anos sobre chimpanzés selvagens do parque nacional do córrego de Gomber, na Tanzânia.

Ela também é advogada e ativista dedicada ao bem-estar e conservação animal.

Sua descoberta de ferramentas para uso entre os chimpanzés levou-a a desafiar a ideia de que os animais eram distintamente diferentes dos humanos e revela que:

“Não somos tão diferentes do resto do reino animal como costumávamos pensar”.

Hoje, o Instituto Jane Goodall trabalha com pessoas de todo o mundo para desenvolver uma maior compreensão de como podemos ajudar a humanidade enquanto ainda protege o mundo natural.

Sylvia Earle (1935)

Esta inovadora bióloga marinha e oceanógrafa americana foi a primeira heroína da revista Time, em 1998.

Sylvia Earle criou um registro profundo sobre mulheres mergulhadoras e ajudou a projetar submarinos de pesquisa, mas ela é mais conhecida por suas ações de proteção dos oceanos da Terra.

Em 2009, ela usou dinheiro de um Prêmio TED para fundar a Mission Blue, uma organização sem fins lucrativos dedicada à criação de reservas marinhas protegidas em todo o mundo.

Earle é também uma autora de best-sellers cujos textos estão aumentando a consciência pública da importância ecológica dos oceanos, que ela chama de “o coração azul do planeta“.

E, para alegria de seus fãs, no ano passado, a LEGO criou uma série de kits de construção de exploração em águas profundas que são inspirados em seu trabalho – e vai inspirar a próxima geração de protetores de oceano.

Wangari Maathai (1940 – 2011)

Wangari Maathai teve uma rara oportunidade para uma mulher queniana dos anos 1960: ela era uma das 300 estudantes quenianas selecionadas para o programa Airlift África, o que lhe deu a chance de frequentar a Universidade nos Estados Unidos.

Depois de completar licenciatura e mestrado em Biologia, voltou para o Quênia, onde teve uma nova perspectiva sobre os danos ambientais em seu país – e sobre a necessidade de direitos das mulheres.

Por isso, fundou o Green Belt Movement para abordar ambas questões, ensinando as mulheres quenianas a plantar novas árvores em áreas desmatadas e obter renda sustentável da terra.

Desde então, o movimento capacitou 30 mil mulheres para o comércio, as tirando da pobreza, e plantou mais de 51 milhões de árvores.

Por sua dedicação à conservação ambiental e ao avanço dos direitos das mulheres, Maathai recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2004 – a primeira mulher africana a receber o prêmio.

Biruté Galdikas (1946)

Quando Biruté Galdikas mergulhou nas histórias das aventuras de Jane Goodall e nas pesquisas de primatas de Dian Fossey, ela não tinha ideia de que estaria se juntando a elas.

Ao encontrar o antropólogo Louis Leakey, na graduação, disse-lhe que queria estudar orangotangos selvagens – e logo iniciou um projeto de pesquisa em uma reserva de Bornéu.

Galdikas não só revolucionou a nossa compreensão sobre esse primata pouco conhecido, mas também se tornou uma defensora da proteção da “Casa da Floresta Tropical dos Orangotangos“, que foi rapidamente destruída pela exploração madeireira.

Como parte de seus esforços de conservação, ela abordou o comércio de orangotangos como animais de estimação, e criou um centro dedicado à reabilitação de orangotangos capturados com a esperança de reintroduzi-los no mundo selvagem.

Atualmente, professora e presidente da Orangutan Foundation International, Galdikas ainda fala apaixonadamente sobre a importância de proteger os espaços naturais em todo o mundo:

“Nossa conexão com a natureza é muito básica. Sem a natureza, os seres humanos estão perdidos. É isso aí.”, disse ela em entrevista à EcoPost, em 2014.

Vandana Shiva (1952)

A estudiosa e ambientalista indiana Vardana Shiva está liderando uma campanha para ver o valor das práticas locais tradicionais sobre soluções uniformes:

“A uniformidade não é o caminho da natureza; a diversidade é o caminho da natureza”, apoia ela.

Sua ONG Navdanya é agora um movimento nacional para proteger sementes nativas para a agricultura e promover práticas orgânicas e comércio justo.

Além disso, ela oferece uma nova percepção do papel das mulheres, particularmente no mundo em desenvolvimento.

Em seu livro ecofeminista de 1988 “Staying Alive: Women, Ecology, and Development“, ela argumenta que apoiar pequenas fazendas dirigidas por mulheres pode ser a chave para a criação de fontes de alimentos ambientalmente sustentáveis que também proporcionam crescimento econômico.

Proteger a Terra, diz ela, é simplesmente uma questão de reconhecer nosso lugar dentro dela:

“Você não é um Atlas carregando o mundo em seus ombros. É bom lembrar que o planeta é que está carregando você.”

Winona LaDuke (1959)

A ativista americana Winona LaDuke aprendeu cedo em sua vida sobre os desafios enfrentados por nativos americanos: seu pai teve uma longa história de ativismo relacionado à perda de terras de tratados.

Mas, dentro da tradicional conexão da sua tribo Ojibwe com a terra, ela também viu o potencial para um novo modelo de desenvolvimento sustentável e de produção local ambientalmente consciente de tudo: desde a comida até da energia.

Seu projeto sem fins lucrativos de Recuperação de Terras da Terra Branca reavivou o cultivo de arroz selvagem em Minnesota e vende alimentos tradicionais sob a marca Native Harvest.

Ela também é a co-fundadora da Honra à Terra, uma organização liderada por nativos que fornece subsídios para iniciativas ambientais nativas.

“O poder está na terra, na sua relação com a terra.”, completa.

Ao fornecer um modelo para essa relação, ela espera que outros povos, bem como as tribos nativas americanas, possam ver o valor da vida sustentável e conectada.

Isatou Ceesay (1972)

Como muitas meninas na Gâmbia, Isatou Ceesay foi forçada a abandonar a escola ainda jovem – mas isso não significa que ela estava alheia aos desafios ambientais ao seu redor.

Os coloridos sacos de plástico que ela costumava admirar agora estavam se tornado lixo em toda a sua aldeia, ferindo o gado, ajudando a criação de mosquitos e sufocando plantas.

Assim, em 1997, Ceesay fundou o grupo Njau Recycling and Income Generation.

Esta iniciativa revolucionária de reciclagem da comunidade transforma o desperdício em riqueza: as mulheres recolhem os materiais recicláveis e os levam a um centro onde separam os plásticos e os transformam em sacos, tapetes, bolsas e muito mais.

Hoje, ela é conhecida como a “Rainha da Reciclagem de Gâmbia” e mais de 100 mulheres ganham renda graças à sua organização.

Você pode aprender mais sobre o seu programa ou comprar uma sacola no site oneplasticBag.com.

E aí, você também se inspirou com essas histórias de vida?

A próxima mulher a fazer história pode estar mais perto do que você imagina – se é que você já não a encontrou no espelho.

Compartilhe essa lista e inspire outras pessoas.

Fonte: amightygirl.com

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