Atleta paralímpica decide pela eutanásia após Rio-2016
Humanidade

Atleta paralímpica decide pela eutanásia após Rio-2016

A atleta paralímpica belga Marieke Vervoot anunciou duas decisões importantes: encerrar sua carreira nos Jogos Paralímpicos do Rio e pedir a eutanásia após o evento.

Ela tem uma doença degenerativa incurável que paralisa suas pernas e lhe causa intenso sofrimento.

Apesar de sua condição, a atleta paralímpica de 37 anos ganhou medalha de ouro pelos 100m em cadeira de rodas e prata nos 200m na Paralimpíada de Londres 2012.

[A eutanásia é legalizada na Bélgica desde 2002 e pode ser realizada com o consentimento de três médicos. Crédito: Getty Images]

Ela espera ganhar ouro mais uma vez, mas há desafios maiores depois que os jogos acabarem no dia 17 de setembro.

A saúde da atleta se deteriorou tanto, que ela acredita que a eutanásia é agora a uma opção.

Noites sem dormir pelas dores insuportáveis e os desmaios regulares causados por sua condição a levaram a considerar a eutanásia. Como contou ao jornal francês Le Parisien: “Todo mundo me vê rir com a minha medalha de ouro, mas ninguém vê o lado obscuro.”

[A atleta chegando com sua equipe e seu cachorro na Estação Internacional de St. Pancras antes da Paralimpíada de Londres 2012. Crédito: Getty Images]

“Eu sofro muito, às vezes dormindo apenas dez minutos por noite – e ainda ir pelo ouro. Rio é o meu último desejo.”

[Marieke Vervoot vive sozinha com o seu cachorro chamado Zen, seu companheiro inseparável e por isso, ela depende do labrador para avisar outras pessoas caso esteja sozinha durante uma convulsão. Crédito: Getty Images]

Os problemas de saúde de Marieke começaram quando tinha 14 anos, com inflamação em um pé.

Depois, a doença se alastrou para os joelhos e em 2000, ela já dependia da cadeira de rodas. Paralisada pela doença, sua condição piorou lentamente.

Para ajudar na sua recuperação, ela começou a jogar basquete de cadeira de rodas e depois progrediu para o triathlon e competiu inclusive, no Mundial de Ironman no Havaí em 2007.

[Marieke vibra depois de vencer a prova de 200m feminino no Mundial Paralímpico de Doha, Catar, em 2015. Crédito: AFP/Getty Images]

Mas até 2008, a condição de Marieke se deteriorou, a incapacitando de participar das provas do triathlon e por isso ela passou para a corrida de cadeira de rodas.

[Marieke com sua medalha de ouro durante os Jogos Paralímpicos de Londres 2012. Crédito: Getty Images]

“Eu vou finalizar minha carreira no Rio. Depois disso, nós veremos o que a vida traz e eu vou tentar fazer o melhor dela. Eu estou começando a pensar sobre a eutanásia. Apesar da minha doença, eu fui capaz de experimentar coisas que outras pessoas só sonham”, disse ela ao jornal belga L’Avenir.

[Marieke escreveu uma carta para que os pais e dois amigos leiam depois que tiver partido. Crédito: Getty Images]

Além de a qualquer momento poder pegar os documentos já assinados que autorizam a eutanásia e seguir em frente com a sua decisão, Marieke contou ao El País que deseja ser cremada e que suas cinzas sejam lançadas em Lanzarote, uma das ilhas Canárias.

“Meu funeral não será em uma igreja. Não vai ser com café e bolo. Mas eu quero que todo mundo tenha uma taça de champagne e diga ‘Saúde, Marieke. Tudo de melhor. Você teve uma boa vida. Agora você está em um lugar melhor.'”

É uma decisão difícil e ninguém melhor do que ela para saber como levar a própria vida.

Fonte: mirror.co.uk, dailymail.co.uk.

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