Brasileiro é o 1º fotógrafo deficiente visual a cobrir as Paralimpíadas
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Brasileiro é o 1º fotógrafo deficiente visual a cobrir as Paralimpíadas

Os atletas paralímpicos deram um verdadeiro exemplo de superação dos próprios limites nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Assim como João Maia que é o primeiro fotógrafo com deficiência visual a cobrir os Jogos Paralímpicos, como mostra o vídeo divulgado pelo Rio 2016.

“Você não precisa ver para tirar fotografias. Meus olhos estão no meu coração”, disse ele ao site de notícias indiano Firstpost.

Se preferir, veja o vídeo no YouTube.

“A minha vida é um grande quadro de aquarela”

Essas são as palavras do fotógrafo de 41 anos no vídeo acima. Ele perdeu a visão aos 28 anos, depois de desenvolver uveíte, uma inflamação da camada média do olho.

João não enxerga com o olho direito por causa do deslocamento de retina e no olho esquerdo tem lesão no nervo ótico e glaucoma.

Mas isso não o impediu de ter interesse pela fotografia, que como contou em uma entrevista ao World is One News, é a sua forma de se expressar.

João Maia fotografando com o seu smartphone. Ele começou a fotografar quatro anos depois de ficar cego. Crédito: Christophe Simon/AFP/Getty Images

“Eu acho que a fotografia me dá a oportunidade de dizer às pessoas que eu tenho deficiência visual, que eu existo, que estou aqui. Eu registro o que eu vejo, a minha maneira: fora de foco [e] embaçado. Mas como eu vejo, a fotografia dá forma a minha visão.

João recebe ajuda na edição e na postagem das fotos para mídia social. Crédito: Christophe Simon/AFP/Getty Images

João só consegue ver vultos coloridos quando está perto, depois de um metro tudo se funde, explica no vídeo. Ele também contou que pede para quem está próximo descrever o ambiente, o que o atleta está usando, “porque para mim, o importante é o contraste de cores”.

Então ele olha para o contraste de cores que gosta ou espera o momento certo para fazer as suas fotos.

Crédito: João Maia/Reprodução Instagram @joaomaiafotografo

“Quando eu estou perto o suficiente, eu sinto os batimentos cardíacos dos corredores, os seus passos e então, eu estou pronto para tirar a foto”, disse ele ao site de notícias Firstpost.

“Mas com o ruído e a distância, acho que é difícil.”

João Maia nasceu na cidade de Bom Jesus, no Piauí e se mudou para São Paulo há 20 anos em busca de melhores condições. Foi carteiro antes de ficar cego.

Crédito: João Maia/Reprodução Instagram @joaomaiafotografo

O fotógrafo, que também foi atleta, contou ao G1 que só concluiu o curso de licenciatura em história com bolsa de estudos para atletas, aos 33 anos, quando já era deficiente visual.

Crédito: João Maia/Reprodução Instagram @joaomaiafotografo

Para fotografar, conta com sua experiência em cobertura de eventos esportivos. A audição é sua grande aliada.

Crédito: João Maia/Reprodução Instagram @joaomaiafotografo

Um smartphone que possui comandos de voz o auxilia a operar a câmera profissional.

Crédito: João Maia/Reprodução Instagram @joaomaiafotografo

A participação do fotógrafo nas Paralimpíadas faz parte do projeto “Superação2016” da Mobgraphia, que tem o objetivo de registrar os jogos e no final produzir documentário e livro com o material adquirido.

Fontes: huffingtonpost.com, wionews.com, globo.com, uol.com.br.

Um grande exemplo de superação, não acha? Compartilhe com os seus amigos!

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