Humanidade

Você sabe como uma criança retirada de casa enxerga um lar adotivo? Você vai se emocionar!

O número é surpreendente: nos Estados Unidos, 400 mil crianças estão em lares temporários.

Essas crianças que estão à espera de uma família vêm de lares desconstruídos e, muitas vezes, cheios de violência física e verbal.

Esse vídeo abaixo foi feito para despertar a consciência a respeito do que essas crianças sofrem e para ajudar os adultos a compreenderem a vida através dos olhos de quem acorda todos os dias para uma realidade sofrida.

Zoey, a menina do vídeo, começa dizendo que “às vezes, alguém te machuca tão profundamente, que você até para de sentir dor”.

O vídeo mostra o lar desestruturado em que a menina e seu irmão mais novo (apenas um bebê) vivem e a relação conturbada de sua mãe e seu padrasto.

O vídeo é muito emocionante. Clique no play.

Lembre-se de ativar as legendas em português no menu do vídeo.

Fonte: upworthy.com.

Finais felizes também existem

pezinho

A situação é grave, sim, porém finais felizes em histórias de adoção também existem, ainda que em menor número.

Libia Von Poser, de 54 anos, é mãe de três filhos, sendo que dois deles são adotados. A história dela é uma história de amor que teve um final incrível, mas acabou trazendo uma revelação que ela nunca poderia imaginar.

Tudo começou quando Líbia teve dois abortos espontâneos.

Da segunda vez, entretanto, quando estava no hospital pronta para realizar a curetagem, viu seu marido, Ricardo, hoje com 58 anos, chorando copiosamente na sala de espera.

Foi aí que ela decidiu que não tentaria mais engravidar.

Após esse episódio, Líbia, por intermédio de uma amiga, conheceu outra mulher que, depois de ter passado pela mesma situação, havia decidido por adotar um bebê. O casal, então, voltou para casa decidido a adotar e tomou as providências necessárias para iniciar o processo.

Guilherme, hoje com 24 anos, nasceu nove meses depois: “Quando me ligaram para avisar, eu estava com a mala pronta, mamadeiras compradas, tudo”, conta Líbia.

“Meu pai sempre dizia que todo recém-nascido tem cara de joelho, mas quando voltamos com o Guilherme para casa e ele o pegou no colo e disse que aquele bebê era diferente e todo redondinho… Foi aí que me dei conta: ‘É o neto dele, claro que é lindo!’”, completa.

A chegada do segundo bebê

irmãos

Líbia e Ricardo decidiram adotar outro bebê quando Guilherme tinha pouco mais de um ano. Dessa vez, a espera foi menor: 5 meses depois já estavam com o bebê.

A história de Gustavo, entretanto, era um pouco diferente: a mãe biológica do menino era alcoólatra e, como consequência disso, o bebê passou por vários problemas de saúde.

“Ele teve 23 otites antes de completar dois anos de idade. Teve, também, pneumonia e é disléxico”, completou Líbia. Porém, Gustavo nasceu com algo que carrega até hoje dentro dele. “Gustavo sempre teve aquela sensação de abandono. Chorava por ficar no colégio… Até hoje, ele gosta de todo mundo junto”, completa.

Dessa vez, Dona Cegonha resolveu dar o ar de sua graça

Líbia conta que, do nada, Guilherme começou a falar quando minha irmã Carolina chegar, ela vai gostar disso, vai comer aquilo, vai brincar de tal maneira, etc. Com bastante carinho, Líbia e Ricardo explicaram a ele que não haveria outro bebê.

Algum tempo depois, Líbia percebeu que não menstruava há alguns meses e resolveu passar em consulta com sua médica, pois tinha certeza que estava com um mioma.

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Chegando ao consultório e depois de ser examinada, a médica sugeriu à ela que fizesse uma ultrassonografia para verificar se Líbia tinha ou não o mioma: “Foi quando a médica olhou para mim enquanto fazia a US e disse ‘Parabéns, seu mioma tem perninhas!’”, conta enquanto ri.

Depois de passado o susto, foi a vez dos irmãos ficarem sabendo da novidade. Líbia conta que, ao contar para os meninos, Guilherme prontamente respondeu que sabia que a irmã Carolina estava na barriga da mãe.

“Disse a ele que poderia ser irmão também, mas ele continuou afirmando que era menina”, conta. Ao final da 20ª semana de gestação, a família finalmente teve a confirmação que a irmã que ele tanto queria estava quase chegando para completar a família.

Libia2

E assim, Carolina, hoje com 19 anos e estudante de Direito, é uma menina linda, saudável e muito amada!

O segredo de uma vida toda revelado

O que Líbia não esperava desta história toda é que sua própria história fosse, de repente, alterada.

Logo após a adoção de Guilherme, Líbia e sua irmã tiveram uma briga na véspera de Natal e, na hora do nervoso, a irmã acabou revelando que Líbia também havia sido adotada pelos pais, que já haviam morrido.

“Minha irmã me disse que nossos pais sempre gostaram mais de mim, desde que haviam me adotado”, conta e completa que ficou sem saber o que fazer.

Os únicos fatos que Líbia sabe é que nasceu em Florianópolis (ela mora hoje no Rio Grande do Sul) e que ela era chamada de Raquel, antes de ser registrada como Líbia. “Minhas primeiras fotos com meus pais são com mais ou menos 6 meses de idade”, acrescentou.

As famílias biológicas

A família Von Poser

A família Von Poser

Coincidentemente ou não, nem Líbia e nem seus filhos tiveram curiosidade de conhecer suas famílias biológicas.

“Uma vez, estávamos no carro e Gustavo perguntou ‘vocês chegaram no hospital e eu estava lá, todo bonito e de banho tomado esperando por vocês… Mas quem me deixou lá?’. Antes que respondêssemos qualquer coisa, Guilherme se antecipou e respondeu ao irmão: ‘alguém que não tinha como dar tudo o que você gosta. O pai e a mãe que cuidam bem de nós.’”, conta Líbia. Nenhum dos dois tocou mais no assunto.

Como adotar uma criança?

Aqui no Brasil, dados publicados em 2011 revelam que há mais de 33 mil crianças que vivem em unidades de acolhimento no Brasil todo. Esse número não inclui os diversos orfanatos do país, por isso, tenha certeza que hoje o número é bem maior que esse.

Se você tem interesse em adotar uma criança, você pode começar se informando sobre a documentação necessária para se inscrever na lista de adoção.

O site Adoção Brasil possui todas as informações pertinentes para quem quer dar um lar às crianças. Além disso, se desejar, você pode consultar a lista de orfanatos e abrigos de seu estado. A lista do estado de São Paulo pode ser consultada aqui.

Nesse link, ainda, você poderá consultar as crianças que estão cadastradas no CNA (Cadastro Nacional de Adoção).

Boa sorte!

Gostaria de compartilhar a sua história de adoção conosco? Ficaremos honrados em conhecê-la! Deixe seu depoimento nos comentários.