Juiz concede aposentadoria para idosa de 100 anos em sua casa
Humanidade

Juiz concede aposentadoria para idosa de 100 anos em sua casa

Alvarina Maria de Jesus tem 100 anos e é uma pessoa simples e muito humilde.

Lavradora de Itapuranga, Goiás, sempre morou e trabalhou na roça.

Uma vida sofrida em uma idade que marca sua pele castigada pelo tempo, pelo sol e pelas dificuldades da vida.

E independente das circunstâncias, ela nunca perdeu o fé. Por isso, quando o juiz Thiago Cruvinel Santos compareceu na casa dela no dia 18 de agosto de 2015, uma terça-feira, foi para ela como ver a justiça ser feita.

Na varanda da casa da senhora, o juiz colheu o depoimento dela e ali mesmo lhe concedeu os dois direitos garantidos: a conversão do amparo assistencial (Loas) para a aposentadoria e a pensão pela morte do marido que havia perdido há 17 anos por causa de um câncer.

A notícia foi divulgada pelo site do Tribunal de Justiça de Goiás. Esse momento foi muito importante e tão esperado por Alverina:

“Sou uma mulher que viveu muito, vi coisas e sofri todo tipo de privação, junto com meu marido, meus filhos e neto. Mas, sou pessoa de fé. Acredito em Deus, na vida, no ser humano. Hoje, aqui, na minha casa, estou vendo de perto a Justiça ser feita.”

Além da idade avançada, Alvarina tem diabete e vários problemas de circulação nas pernas. João de Jesus, que é amigo da família, sabe bem das dificuldades que ela tem passado e que precisa desses benefícios.

Ele foi ouvido pelo juiz como testemunha da senhora centenária:

“Achei muito bonita essa iniciativa, nunca imaginei que ia ver isso de perto um dia. Um juiz se deslocar do gabinete dele para vir na casa de uma pessoa humilde assim como a Alvarina, que realmente precisa desses benefícios. Nem tenho palavras para falar da minha alegria e contentamento”, disse ele ao site do TJGO.

Essa iniciativa faz parte do Acelerar Previdenciário do Poder Judiciário de Goiás, um mutirão para avaliar e acelerar casos que envolvem idosos, deficientes e pessoas com enfermidades graves.

O juiz Thiago Cruvinel observou que a missão do julgador, especialmente no que se refere aos mutirões previdenciários, que lidam nesses casos, não pode estar restrita à letra fria da lei:

“É impossível não nos sensibilizarmos com a situação de uma pessoa de 100 anos que precisa ser atendida com urgência e ter direitos básicos garantidos legalmente para que possa usufruir, com um pouco de dignidade, dos anos de vida que lhe restam. Na maioria das vezes, a Justiça é má interpretada, pois somos obrigados a cumprir um protocolo que a lei nos impõe. O mutirão previdenciário veio para mudar a concepção de que o Judiciário está distante da população. Hoje, a Justiça vai até o cidadão, olha nos seus olhos e conhece sua história de vida para que o julgamento seja realmente justo.”

A advogada do caso de Alvarina, Hérica Michele Tavares, observa que a atuação do Acelerar Previdenciário, que demonstra a sensibilidade do Poder Judiciário de Goiás, retrata uma nova roupagem de trabalho da Justiça que prima também pelo caráter humanista.

Ela observa que se o caso fosse avaliado pelo trâmite comum, Alverina provavelmente esperaria uns 3 anos.

É esse o tipo de justiça que queremos ver, que preza o ser humano, sempre! E sem morosidade.

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Fontes: razoesparaacreditar.com, tjgo.jus.br.

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