Cultura

A infância é o melhor momento para ter cortes e cores diferentes de cabelo

Colorir os cabelos não é uma tendência tão nova assim.

Eu mesma, dez anos atrás, tive partes do cabelo roxa, azul e rosa antes de tingi-lo completamente de vermelho.

Foi uma adolescência feliz!

No entanto, desde aquela época, minha mãe era bastante resistente à ideia de me deixar radicalizar na cor e no corte dos meus cabelos.

Será que hoje em dia esse tipo de preconceito quanto ao estilo do cabelo ainda existe?

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Eu, em um resgate de 2006, direto do túnel do tempo fotolog.

A polêmica em torno da cabeleireira e estilista de cabelos Mary Thomaston e sua filha Lyra provam que muitas pessoas ainda investem tempo e seu próprio latim para julgar o comportamento alheio.

Isso porque Mary, que tem os cabelos coloridos, atendeu ao pedido da sua pequena filha, transformando-a em um pequeno unicórnio.

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Mary e Lyra, antes da transformação.

Imaginação ganha vida por meio de cortes e cores

Depois de muito atormentar sua mãe pedindo cores extravagantes e um corte inusitado que a transformassem em um de seus personagens favoritos – o unicórnio – Mary finalmente cedeu.

Etapa da transformação de Lyra.

“Eu disse a ela que se a escola nos desse permissão, eu iria fazer, e eles permitiram. Seu cabelo já é iluminado, então tudo o que eu tinha a fazer era adicionar a cor temporária. Tentei convencê-la a não raspar a lateral, porque pensei que ela poderia se arrepender, mas eu estava errada. Ela ficou tããããooooo animada!”

O trabalho da hairstylist fez tanto sucesso, que a mãe de outras crianças a procurou para “fazer a cabeça” de seus filhos também.

Penteados loucos, cores arrojadas e desenhos incríveis estão iluminando ainda mais a imaginação dessa criançada.

Veja como ficou o look dessas outras crianças:

O lado ‘sem cor’ da invasão de penteados coloridos

Mary disse ao blog The Luxury Spot que nem todo mundo aprovou a tendência e algumas pessoas até a acusaram de “envenenar” a própria filha com o corante (mesmo sabendo que ela é uma estilista treinada e sabe que o produto é temporário e não é tóxico).

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Quanto a isso, ela não se preocupou.

Por outro lado, ainda a incomoda o fato de existirem seres humanos dispostos a julgar o modo como uma criança pode ou não se expressar livremente por meio de seus cabelos, como se colori-los fosse uma forma de ‘adultizá-los’ precocemente.

Mas, como era de se esperar, Mary não decepciona:

“Sério? Porque quando você é um adulto com cabelo colorido, as pessoas dizem que essas coisas são para crianças. É uma contradição. Eu digo: por que não deixá-los se divertirem enquanto são jovens? Ninguém sabe que tipo de trabalho eles vão ter futuramente, mas muitos deles não vão permitir cabelos coloridos e com cortes arrojados. Quando você pensa sobre isso dessa forma, conclui que a infância é realmente o momento perfeito para deixá-los experimentar as cores”.

Pá! Na lata!

Uma ótima reflexão sobre o quão intensa e precocemente uma sociedade conservadora pode interferir na liberdade de expressão do ser humano.

Sinceramente, antes de destilar seu ódio aos pais que permitem esse tipo de mudança em seus filhos, pergunte-se de coração: ter um cabelo louco e colorido é realmente fazer dele uma aberração social? Isso torna seu filho uma pessoa má? Você realmente quer ensiná-lo a ser mais um escravo do sistema?

Reflita sobre isso na próxima vez em que estiver admirando as cores do arco-íris; talvez você pode estar apenas alimentando um pensamento hipócrita sem perceber.

Afinal de contas, a vida é muito curta para viver sem cor. Se você também concorda, compartilhe!

Confira mais imagens desse trabalho incrível no Instagram da Mary.

Fonte: scarymommy.com