Cosplay: um movimento de inclusão que cresce à velocidade da luz
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Cosplay: um movimento de inclusão que cresce à velocidade da luz

Certamente você já ouviu falar no Cosplay, mas você sabe o que significa?

A palavra COSPLAY vem da junção de costume (que significa “fantasia” em inglês) e play que, dentre outras coisas, pode ser traduzido como brincar.

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Por isso, cosplay pode ser definido como uma brincadeira de fantasia em que crianças, jovens e adultos, chamados de cosplayers, se vestem como seus personagens favoritos, sejam eles de mangás, animes, quadrinhos, séries, livros ou filmes, e interpretá-los da maneira mais próxima possível.

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Respeito e inclusão

Com a expansão da cultura pop e do universo geek, o cosplay foi chegando timidamente e ganhando seu espaço.

Meninas também gostam de super heróis!

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Hoje, a adesão ao movimento é surreal e, cada vez mais, surgem festivais e eventos tanto no país que representa o berço do movimento, o Japão, como nos Estados Unidos e até no Brasil, que acolhem os cosplayers com muito respeito e um verdadeiro show de inclusão.

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Quem teve a oportunidade de visitar a CCXP 2016, que aconteceu na última semana em São Paulo, pode ver de perto o quão unido e comprometido com a causa o universo do cosplay é.

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Não importa idade, nem gênero. O que importa é representar seu personagem favorito, expressando tudo o que ele representa para você: força, beleza, generosidade, coragem, aceitação… A lista é longa, mas o amor por essa arte é maior ainda.

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Mas e o bullying?

Ah, o bullying… a boa notícia é que esse passa longe de eventos como a CCXP. Aliás, lá é território sagrado. Se alguém for pego praticando qualquer tipo de bullying, mas principalmente aquele que fere a integridade humana (e do cosplayer), é expulso na hora!

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Em eventos desse porte, as pessoas podem desfrutar de total liberdade para se expressar e são até celebradas por isso: os “comuns” fazem fila para tirar fotos com os cosplayers. É um momento e tanto de redenção do mundo convencional a esse movimento baseado na inclusão.

Mas o bullying não desiste fácil e fora dali a história é outra.

Janise e sua filha Yara são exemplos disso. A mãe me contou que conheceu o universo geek por causa da filha e, hoje, tanto ela como o marido acompanham a filha aos eventos. No entanto, Yara, que tem apenas 11 anos, já precisou mudar de escola por causa de sua preferência.

Yara e a mãe Janise

Yara e a mãe Janise

O pessoal da escola ficava me chamando de Joji [personagem do desenho Naruto], mas na escola nova em que estou, eles não fazem isso”, contou a garota.

A mãe conta que a questão do bullying com a filha foi muito séria: “tive que trocá-la de escola por causa do bullying, mas, hoje, eu peço a ela que seja sempre autêntica. Acho que ela tem de ser firme no que ela pensa e autêntica do jeito que ela é.

Você tem toda a aceitação que precisa aqui. – Natália, 21 anos.

Natália de Princesa Leia

Natália de Princesa Leia

Natália, uma jovem de 21 anos que veio de Belo Horizonte para São Paulo só para ter o prazer de conhecer a CCXP de perto e desfilar (lindíssima) de Princesa Leia, também já sofreu bullying por curtir o gênero.

Eu ignoro, sabe? Por que ao mesmo tempo que muita gente fica ‘nossa, que ridículo! Olha lá, tá se fantasiando, que criançona!’, eu tenho muitos amigos que são do mesmo universo. Aí, quando você chega em um evento como este, você encontra a galera, é inexplicável! Você tem toda a aceitação que precisa aqui.”

Natália ainda contou que, quando era mais nova, sofria ainda mais por ser menina. Ouvia frequentemente de amigos do irmão que ela tinha que brincar de boneca e não com o videogame.

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O Cosplay não tem gênero e isso é incrível!

Não existe essa coisa de personagem para meninos e para meninas. No mundo do cosplay você se veste com o personagem que se identifica, independentemente de seu gênero.

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Pedro

Pedro, de 21 anos, que participou do evento como cosplayer da personagem Eleven da série Stranger Things conta sua experiência.

“Curto a série e acho que a Eleven é a personagem que mais dá para se identificar. Eu já sofri bullying, mas hoje em dia a coisa toda ficou legal”, contou.

O rapaz conta que sempre se considerou geek, mas escondia da família e dos amigos com medo da rejeição: “desencanei e descobri que a recepção não era tão ruim como eu pensei que fosse”, confessou Pedro.

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E a rainha dos Cosplayers foi…

Depois de passar 4 dias praticamente internada na CCXP, comecei a notar que o cosplay mais popular de 2016 foi de Harley Quinn, personagem da DC Comics, que chegou às telonas nesse ano no filme Esquadrão Suicida.

Interpretada pela lindíssima Margot Robbie, os cosplayers se dividiram entre a versão atual e as versões mais antigas da vilã.

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